Sweden Brazil Innovation Initiative

Uma das poucas certezas que é possível ter do mundo que virá é de que a necessidade de inovação e colaboração será maior do que nunca. Em diferentes áreas, os desafios surgirão conduzindo a humanidade em um caminho de troca de conhecimento em busca de objetivos em comum. Visando enfrentar esse cenário, surge o Sweden Brazil Innovation Initiative (SBII), criado pela agência de inovação da Suécia, Vinnova, responsável pela movimentação da capacidade inovadora do país escandinavo financiando e coordenado diferentes iniciativas. . A iniciativa conta com parceiros como a RISE - Research Institutes of Sweden, que reúne sob uma mesma instituição diversos centros de pesquisa suecos, otimizando recursos e facilitando a implantação de projetos; o Escritório de Ciência e Inovação da Suécia, presente na Embaixada do país em Brasília, que tem como objetivo reforçar as conexões suecas com o resto do mundo no que se refere a ciência estratégica internacional, inovação e educação superior; e o CISB.
Regina Summer, Programme Manager na Vinnova, é a responsável pela cooperação  da agência com o Brasil e também o Canadá. A executiva explica os principais motivos que levam a Suécia a buscar parcerias em outros países: “O país é muito inovador e com incríveis ecossistemas [em diferentes áreas], mas somos pequenos em tamanho, o que dificulta a competitividade no cenário mundial. Essa é uma das razões para procurarmos a colaboração”.

Até o estabelecimento do SBII, os projetos eram espaçados, sem um olhar unificador. O desejo da Vinnova é ter um sistema de colaboração sincronizado, que permita a criação de relacionamentos de longo prazo com os países, empresas e pesquisadores. “É nesse momento que ter um parceiro já estabelecido na região, como é o caso do CISB, ajuda muito”, explica Regina.

Sua posição é corroborada por Jacob Silva Paulsen, Diretor do Escritório de Ciência e Inovação, que vê no SBII um fórum para as empresas discutirem ideias e definir pontos em comum, para serem trabalhados em conjunto. “Outro ponto muito positivo é que as empresas [do Brasil e da Suécia] podem se unir e usar a força de um grupo ao invés de uma organização única”, comenta.

Além disso, com o ambiente colaborativo que culminou no SBII, Paulsen vê a possibilidade de, no longo prazo, as empresas terem acesso a projetos de pesquisa e desenvolvimento em modelo de co-criação em “tripla hélice”. “Nesse modelo as agências públicas de fomento financiam uma parte da pesquisa aplicada por meio das universidades e centros de pesquisa, que vão se tornar produtos industrializados depois”.

Regina completa dizendo que essas relações de longo prazo focam não somente no negócio em si, mas em parcerias duradouras. Com esse posicionamento, fica mais fácil iniciar um projeto, ainda que pequeno, mas que pela conexão entre os envolvidos se torna mais fácil crescer e escalar.

Do lado brasileiro, o CISB trabalha para conseguir integrar várias iniciativas. “Estamos prontos para compartilhar toda nossa expertise no diálogo com a indústria, bem como engajar toda a nossa rede de relacionamentos no Brasil e na Suécia, com uma visão de longo prazo da cooperação.”, explica Alessandra Holmo, Managing Director do CISB.

Além de facilita a colaboração, o CISB vem executando um trabalho de comunicação que se desdobra em múltiplas plataformas, como hotsite, redes sociais e newsletter, o que auxilia a disseminação da iniciativa e e vem atraindo mais e mais interessados.

“É dessa maneira que esperamos alcançar, juntos, parceiros de alto nível, mantendo uma porta aberta no rico ambiente de inovação da Suécia”, finaliza Regina Summer.