Efeito multiplicador

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Nos dias 3 e 4 de maio, 84 pessoas tiveram a oportunidade de acompanhar o fechamento do ciclo do primeiro ano de atividade do Centro de Convergência de Santa Catarina em Tecnologias Aeroespaciais (SC2C.Aero). O momento foi marcado pela realização do primeiro workshop da iniciativa, um evento sediado na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e que reuniu representantes de indústrias, empresas, institutos de pesquisa e governos do Brasil e da Suécia.

Além do workshop, outro destaque do primeiro dia foi a mesa redonda com representantes da indústria. O vice-presidente de Desenvolvimento Tecnológico da Embraer, Daniel Moczydlower, e a responsável pela área de Tecnologia (CTO) da Saab Aeronautics, Lisa Åbom, apresentaram ao público as principais demandas das empresas do segmento aeroespacial. Houve ainda outra mesa redonda, esta compartilhada por representantes dos governos de ambos os países.

No segundo dia, os participantes puderam conferir uma palestra da Innovair, coordenador dos atores no setor aeronáutico sueco, em que foi apresentada uma visão geral na área de pesquisa e de prospecção de inovações no setor. Em seguida, houve visitas a grupos de pesquisa e empresas de Santa Catarina. Para Lisa Åbom, as visitas permitiram maior aproximação entre indústria e academia. Ela diz acreditar que esse tipo de ação é “uma chance fantástica” para realizar uma ponte entre as partes envolvidas. “Várias oportunidades podem ser encontradas nessas reuniões”, acrescenta.

Victor de Negri, professor da UFSC e idealizador do SC2C.Aero, comemora os resultados desses dois dias de atividades. “Os comentários que ouvimos foram bastante positivos. Foi uma importante oportunidade para o fortalecimento do networking e para que os participantes conhecessem as demandas da indústria e as soluções propostas”, afirma. “O objetivo do evento foi plenamente alcançado”, completa.

De Negri explica que o workshop marcou o fim do primeiro ciclo do SC2C.Aero, iniciado em novembro com o mapeamento de demandas da indústria feito a partir de visitas a empresas de Santa Catarina e da região de São José dos Campos (SP). No período, também houve visitas à embaixada da Suécia e aos ministérios de Ciência e Tecnologia e da Defesa, em Brasília.

A segunda etapa foi o mapeamento da oferta. “Analisamos de que forma grupos tecnológicos podem atender as demandas previamente levantadas. Em seguida, estudamos como implementar as ações”, diz o professor. “Estamos buscando novas competências na área”, afirma. Os resultados de todo esse processo foram apresentados na terceira etapa, ou seja, no workshop.

A partir do segundo semestre de 2018, um novo ciclo terá início. Mais uma vez, será marcado pelo mapeamento de demandas industriais, porém com novas empresas, seguido por análises de como atender tais demandas e fechado por mais um workshop.