De olho nas pesquisas

bol29 mat01Em outubro, grupos de pesquisa de três universidades brasileiras tiveram uma oportunidade única de expandir os horizontes de suas pesquisas. Entre os dias 02 e 05, o professor Ragnar Larsson, líder da área de mecânicas computacional e de materiais da Chalmers University of Technology e dono de uma das cátedras do Programa Swedish Endowed Professor Chair at ITA in the Honor of Peter Wallenberg Sr, compareceu às instituições de ensino e debateu com os pesquisadores assuntos relacionados à pesquisa do grafeno: uma forma de carbono considerada o material mais resistente já testado.

As visitas fizeram parte do 7º Encontro Anual do CISB, o qual é uma plataforma de inovação que promove uma reunião anual que oferece uma oportunidade única de conectar atores, criar pontes, fomentar colaboração, catalisar iniciativas e fortalecer a rede de inovação e pesquisa entre países

A agenda do professor Larsson foi movimentada. No dia 2, ele esteve no laboratório CTNano da UFMG, em Belo Horizonte (MG), liderado pela professora Glaura Goulart Silva. Dois dias depois, compareceu ao Centro de Engenharia Computacional e Ciências  da Unicamp, em Campinas (SP), liderado pelo Prof.   Munir Skaf. Já no dia 5, foi a vez da paulistana Universidade Mackenzie receber o professor sueco no Centro de Pesquisa MackGraphe, que reuniu alguns pesquisadores com o intuito de encontrar sinergias com o Sr. Larsson.

O acadêmico sueco não esconde a satisfação com o que viu. “Foi ótimo conhecer todas as pessoas envolvidas e acredito que tivemos várias ideias para o prosseguimento de pesquisas conjuntas relacionadas com modelagem, simulação e trabalho experimental”, afirma. Larsson diz acreditar que seu papel, assim como os dos demais ocupantes das cátedras, é justamente estreitar a ponte entre pesquisadores brasileiros e suecos. No seu caso específico, ele explica, que o maior objetivo é estabelecer uma cooperação em longo prazo com foco em compostos para a aeronáutica.

O professor Skaf, da Unicamp, exemplifica bem a importância da visita. “Tivemos uma conversa muito boa, de mais de quatro horas de duração”, conta. No bate-papo, o brasileiro fez uma apresentação geral da universidade e mostrou pesquisas nas áreas de Engenharia e Ciências Computacionais, focando em temas que também estão sendo analisados na Chalmers University. “Já foi possível identificar que nós desenvolvemos algumas pesquisas muito interessantes do ponto de vista de complementariedade de ambas as universidades”, diz.

Skaf demonstra otimismo ao falar dos próximos passos. A partir da conversa, ele conta que pôde conhecer mais sobre a proximidade da Chalmers University com o setor industrial, relação que o professor considera ainda incipiente nas universidades brasileiras. “A aproximação entre os dois países pode ajudar a encontrar mecanismos para aumentar essa interação”, comenta.