Um pouco da Suécia no Brasil

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Os Encontros da Agência PUC-Rio de Inovação já estão estabelecidos no cronograma acadêmico como uma importante plataforma de fomento à inovação. No dia 06 de outubro, o evento ganhou um impulso extra ao entrar no escopo das ações relacionadas ao 7º Encontro Anual do CISB e ainda por fazer parte do calendário da Semana de Inovação Suécia Brasil, promovido pela embaixada sueca no país.

Como resultado, atraiu vários atores, brasileiros e suecos, dos segmentos que formam o conceituado sistema da hélice tripla, tão popular na Suécia ao reunir indústria, academia e governo no processo de inovação. Entre os destaques estava Embaixada da Suécia, Saab AB, Scania, Vale, UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro) e a Agência de Gestão e Inovação Tecnológica (Agitec), do Exército Brasileiro.

“O modelo de inovação pautado pela hélice tripla é uma referência em todo o mundo. O fato de a Suécia figurar na 2ª posição no ranking mundial de inovação (IGI 2017) é a prova disso”, diz Ricardo Yogui, da PUC-Rio e mediador do encontro. “Nesse evento, procuramos focar no impacto social gerado pela inovação”, explica. Além das palestras de alguns dos presentes, foi realizada ainda uma mesa redonda, em que o tema principal foi debatido.

O tenente coronel Leonardo Araújo, da Agitec, foi um dos palestrantes. Em sua fala, ele apresentou os resultados da parceria entre a Agitec e a Universidade de Linköping (LiU), fruto de um programa de intercâmbio organizado pelo CISB. O oficial se disse bastante impressionado com o conhecimento adquirido, especialmente com os projetos de automação apresentados pela Scania durante o evento. “O evento confirmou aspectos que nós já havíamos notado, como a excelência da abordagem da hélice tripla e da inovação aberta”, diz. Araújo destacou ainda a oportunidade de reforçar a rede de contatos da instituição. “A iniciativa da PUC-Rio foi salutar e tem que continuar acontecendo”, afirma.

Volnei Garcia, que representou a Scania no encontro, também salientou a importância de encontrar com os atores da hélice tripla. “O ambiente diverso nos permitiu enxergar diferentes pontos de vista da inovação”, afirma. Ele ressaltou ainda que o modelo é aplicado fortemente na matriz da empresa, fazendo com que a associação com universidades e centros de pesquisa se tornem um ponto fundamental no desenvolvimento de novas tecnologias.

Por reunir tantas empresas de expressão, Ricardo Yogui afirma que “o apoio do CISB foi extremamente relevante para a realização do evento”. Para ele, o encontro deixou o importante legado de mostrar aos envolvidos que o programa sueco é mais do que um conceito: é uma prática de fato. “Isso ajuda a contribuir para que esses atores possam fazer algo parecido no Brasil”, diz.