Os olhos do cliente do portão para dentro

bol26 membro01 pag

Desde a função zero da Fábrica de Chassis, na fase embrionária do caminhão, qualidade é palavra de ordem para garantir que ele chegue na mão do cliente com a cara da Scania: máxima eficiência e zero desvio. Mas essa missão começa muito antes, quando os primeiros traços do veículo começam a ser desenhados pela área de Pesquisa e Desenvolvimento, alinhados às demandas globais.

Ao lado dos “donos de design”, que compreendem as equipes responsáveis pelo desenvolvimento de Ônibus, Powertrain, Cabinas e Chassis está o Vehicle Quality & Validation. A área engloba as atividades de Field Test e Lab Vehicle Operation, responsáveis pela validação dos produtos em condições severas de operação. Além disso, trabalha no suporte técnico e interface entre a engenharia do produto e os mercados a fim de minimizar possíveis falhas nas operações em clientes.

“As informações sobre falhas ocorridas em nossos veículos de testes durante a operação são enviadas às áreas responsáveis pelo design do produto, para que sejam feitas as devidas melhorias. Aqui, testamos produtos da América Latina e Europa e, assim como todas as unidades de produção, trabalhamos para atingir as metas globais de qualidade”, explica Volnei Garcia, responsável pela área.

Os números divulgados na última curva de garantia, indicador de qualidade global, demonstram que nosso produto atingiu o melhor nível de toda a história.  Volnei explica que os dados são retroativos pois a curva se refere à data de produção, mas considera as informações coletadas após a data de entrega durante o primeiro ano de operação, enquanto o caminhão ainda está na garantia. Ele conta que uma importante contribuição para esse resultado foi um processo de validação mais integrado com a Suécia e mais  estruturado no Brasil.

Qualidade antecipada

Por semana, cerca de 5 a 10 veículos chegam ao Lab Vehicle Operation para as mãos da equipe de Marco Garcia. O grupo avalia o veículo de ponta a ponta e coleta 100% das informações relacionadas à operação e condições de dirigibilidade, além de manter contato próximo com os motoristas que conduzem os veículos em testes para sanar eventuais dúvidas ou possíveis desvios. “Nós trabalhamos antecipadamente com a análise de fatos e eventos para saber se o que oferecemos em termos de confiabilidade e qualidade é suficiente, e além do que o segmento precisa”, explica Marco.

A partir da entrada do veículo no laboratório, a equipe faz a coleta dos dados, como acompanhamento e medições de consumo de combustível ou qualidade do óleo lubrificante, filtro de ar, combustíveis e descarregamento de todos os dados operacionais da atividade de testes dos veículos. Para isso, todas as informações são compiladas no Follow-Up Report Administration System (FRAS). Com todas essas informações, são gerados relatórios mensais, distribuídos globalmente. “Testamos as introduções globais com base na mesma plataforma estratégica, princípios, processos e métodos, para trabalhar ao mesmo tempo no qual os projetos na Suécia estão sendo concebidos”, completa Marco.

Os veículos chegam das rotas de testes, todas desenhadas pela área, que contemplam os concessionários do Brasil, onde os veículos percorrem por cerca de dois anos ou de acordo com o propósito do teste. “Enquanto meus parceiros na Europa testam no frio e gelo, aqui testamos no calor e poeira, em condições severas”, conta Marco. O desafio, segundo ele, é sincronizar as atividade do Lab Vehicle Operation com futuros projetos desenvolvidos na Europa. “Nossa missão é validar os veículos futuros para assegurar qualidade máxima antes mesmo de saírem do projeto” garante.