Reforço à colaboração acadêmica Brasil Suécia

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Cerca de 120 pesquisadores, funcionários da alta administração acadêmica e representantes das principais agências de fomento da Suécia estiveram no Brasil em maio de 2016 para a rodada nacional do SACF (Swedish Academic Collaboration Forum). Já em fevereiro deste ano, em Estocolmo, quando ocorreu a rodada de fechamento do SACF, os visitantes brasileiros eram a absoluta maioria entre as delegações dos cinco países participantes do fórum internacional estabelecido para aprimorar a colaboração científica internacional.

Os dados mostram claramente que o projeto itinerante que percorreu China, Indonésia, Singapura, Coreia do Sul, Brasil e Suécia entre 2014 e 2017 acabou se destacando pela enorme colaboração entre brasileiros e suecos.

André Carvalho Bittencourt, professor assistente da Linköping University e integrante do SACF, destaca alguns dos resultados dos encontros, entre eles o estabelecimentos de seminários em diversas áreas, acordos, chamadas para projetos conjuntos, programas de grau-duplo e co-tutela e iniciativas em pesquisa.

Para ele, outro ponto importante foi o estreitamento da relação entre academia e indústria, obtido a partir do estabelecimento de acordos entre universidades, centros de pesquisa, indústria e agências de fomento. “Apesar das dificuldades orçamentárias no Brasil, tivemos três chamadas para projetos-semente, num total de 6,5 milhões de coroas suecas (em torno de R$ 2,3 milhões)”, afirma.

O interesse mútuo é fruto do conhecimento científico dos dois países. De maneira geral, os projetos se complementam, como o caso dos biocombustíveis, em que os pesquisadores do país escandinavo desenvolvem aplicações automotivas enquanto os brasileiros entram com o conhecimento na área de combustíveis. Outro exemplo é o da indústria aeronáutica: enquanto os suecos têm trabalhos mais focados na área militar, no Brasil  o eixo central do trabalho é com a aviação civil.